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NoitesdoAmanhecer


Domingo, 21.10.07

Tempo


 

 

 

Magritte's window

 

http://www.farm1.static.flickr.com

 

A todos os que tenham passado por "Noites do Amanhecer", eu quero muito sensibilizada agradecer os afectos feitos de palavras suavemente poisadas neste espaço!

Tenho mantido algum silêncio, pelo tempo exaustivo de trabalho que me desgasta, e também pelo tempo de reflexão que me acompanha.

Este blogue começou por ser uma 'folha de afectos'... marcas profundas de sentires e sentimentos que me doíam e me asfixiavam.


Assim, mesmo sem eu querer, tornou-se um lugar de culto. Aqui escrevi em noites tantas vezes do amanhecer, fragmentos de muito de mim... alegrias, tristezas, saudade, morte, prazeres estéticos, e tantos outros aspectos de que me rodeio nas noites de invernia ou de outono, como esta de luar escondido a anunciar que os tempos de bruma se aproximam.

Vários ciclos de vida se fecharam ao longo destes anos. Alguns aceitei ou optei por fechá-los... outros se fecharam abruptamente, deixando marcas de mágoas no meu âmago que necessito 'curar' ou apenas 'fingir' que esqueço!

Não vou dizer que termino por aqui... para depois voltar! Tenho visto isso e não quereria deixar passar uma falsa mensagem!

Prefiro dizer que não sei... com fortes probabilidades de não voltar.


Mas aqui virei, carinhosamente, algumas noites, tal rito de amor sentido, reler o que escrevi e os afectos que despertei nos que me visitaram.

Alguns depositaram promessas de grandes amores que deixaram rapidamente morrer... mas mesmo assim, eu guardo em mim tais íntimas e doces palavras. Pertencem-me porque me foram dadas!

Afinal, eu preferiria a vida, lá fora! Pessoas, as que me gostariam, um olhar nos olhos, um tocar, afagar... quando assim se sente e necessita! Sinto-me bem quando demonstram que 'me' gostam!


"Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janella.

[...]



Alberto Caeiro, 'O Guardador de Rebanhos', 08.03.1914


Beijos em cor de lua cinza-prata com tonalidades de azul, da cor do firmamento deste lugar descortinado, que me ouve atentamente 'sempre' com todo o tempo do mundo, atento aos desabafos meus feitos em noites do amanhecer...

 

Y. Lune

 

noite do amanhecer, ao som de Waltzing Mathilda, Tom Waits, 1977 live)

 

21.10.2007

 

 

 

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por G.S. às 23:06

Domingo, 30.09.07

Paz para Birmânia

 

 

 
Fotografia: Mustafa Quraishi/AP 2007 
http://news.yahoo.com/photos
[...]
Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world
You may say I dreamer...
[...]
John Lenon, Imagine
 
Y.
noite do amanhecer, Dia Mundial da Música
01.10.2007

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por G.S. às 22:22

Quinta-feira, 13.09.07

Vidas





Indonésia, Setembro 13

Fotografias: Dita Alangkara/AP 2007



Nada me ocorre tal a devastação e fragilidades...



Y.

13.09.2007

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por G.S. às 13:44

Quinta-feira, 06.09.07

Madre Teresa





Madre Teresa
http://upload.wikimedia.org

Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não   é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.

Madre Teresa de Calculta
 
O facto de serem publicadas as Confissões de Madre Teresa fez-me confusão! Não pelo facto religioso em si, mas pelo direito à privacidade de alguém que já não pode opinar.

Fui sempre contra a publicação de cartas pessoais  ou diários de carácter intimista se não for feita pelo próprio ou segundo a sua vontade.

 
Já exprimi este sentimento sobre a publicação das Cartas de Amor de Fernando Pessoa.
Manifesto-me agora a propósito das Confissões de Madre Teresa, um ser humano que deu a vida por uma causa como poucos o têm feito.

Penso que o fim não serve a causa. A canonização de Madre Teresa será ditada pelos milhares de seres a quem ela sorriu toda a sua vida, mensagem que as suas seguidoras continuam com o mesmo sorriso.

O que sujeita estes seres já desaparecidos a julgamentos de valor que me entristecem e tiram da grandeza dos seus feitos?! 
 
Como é possível pessoas interpretarem ou compreenderam os seus desabafos ou pensamentos se nem conviverem com Madre Teresa, no dia-a-dia, não souberam nunca o que lhe ia na alma, como reagiu face aos momentos felizes ou de desespero partilhados ao longo da sua vida dedicada aos que sofrem?!

Quem não tem dúvidas em momentos de crise, de grande desaconchego? Quem é capaz de ficar indiferente perante tanta miséria humana que passa todos os dias aos nossos olhos de meros espectadores?

E então como deverão reagir as pessoas que estão lá, que vivem no campo do infinito sofrimento, à desgraça, fome, doença, miséria, morte, desencanto?!
 
A todos os que sofrem e estão sós, dai sempre um sorriso de alegria. Não lhe proporciones apenas os vossos cuidados, mas também o vosso coração.

Madre Teresa
 
Happy Feast Day Mother Teresa!
 
Y.lune

(em jeito de sorriso no 10º Aniversário de sua passagem)

06.09.2007


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por G.S. às 12:43

Terça-feira, 21.08.07

Monólogos de silêncios



 

 
www.google.com/images


Perdão

 

 

Seria o beijo


Que te pedi,


Dize, a razão


(Outra não vejo)


Porque perdi


Tanta afeição?


Fiz mal, confesso;


Mas esse excesso,


Se o cometi,


Foi por paixão,


Sim, por amor


De quem?... de ti!


Tu pensas, flor,


Que a mulher basta


Que seja casta,


Unicamente?


Não basta tal:


Cumpre ser boa,


Ser indulgente.


Fiz-te algum mal?


Pois bem: perdoa!

 

É tão suave


Ao teu coração


Mesmo o perdão


De ofensa grave!


Se o alcançasse,


Se o conseguisse,


Quisera então


Beijar-te a mão,


Beijar-te a face...


Beijar? Que disse!


(Que indiscrição...)


Perdão, perdão!


 

João de Deus, Campo de Flores, 1893

 
Y.

( porque achei deliciosa esta poesia de recatados afectos, numa época em que tudo se permite, noite do amanhecer de Agosto, ao som bem 'country' de melodia com espaço de amigo em fundo)

22.08.2007

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por G.S. às 02:24

Sábado, 11.08.07

Ler na praia...

 

 

 

 

 

 

 


 © AFP/File Jose Jordan

http://news.yahoo.com/photos

 

A Espanha lançou a campanha "Ler na Praia" para motivar as pessoas a adquirir hábitos de leitura.

  

Nada mais original do que ver actores vestidos à época das novelas de Cervantes, passeando nas praias e oferencendo livros aos banhistas.

 

Esta fotografia foi feita numa das praias de Valencia.

 

 

 

É sem dúvida um dos maiores prazeres! Ler na praia... de frente para o mar!


Y.

 noite do amanhecer, 11.08.2007

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por G.S. às 23:25

Sexta-feira, 03.08.07

Vigília Coreia do Sul

 

 

 

 

Imagem: Kim Jae-Hwan/ AFP 2007

 

http://news.yahoo.com/photos

 

 

[...]


Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.


 

Manuel Alegre, Trova do Vento que passa

 

Y.

 

(em homenagem aos que choram em lágrima vermelha caída na noite)

 

02.08.2007

 

 

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por G.S. às 00:17

Quinta-feira, 05.07.07

Frida e Rivera

 

 

 

 

 

Fotografia: Omar Torres/ AFP 2007

Museu Frida Kahlo [Mexico]

http://news.yahoo.com/photos

Decorre  a partir de 5 de Julho, na Casa-Museu Frida Kahlo [1907-1954], na cidade do México, uma exposição de documentos inéditos, fotografias, desenhos, guarda-roupa, livros  e gravuras do pintor Diego Rivera, seu mestre e companheiro.
Rivera pintou a história e sofrimento do povo mexicano. Frida pintou a sua própria história e a sua própria tristeza.
Frida Kahlo e Diego Rivera haviam de ficar juntos para sempre. Frida morreu em 1954, ficando sepultada na sua Casa Azul tal como pedira. Rivera morreu três anos mais tarde e contrariando um desejo profundo de ficar junto de Frida, depositaram-no no "Pantéon dos Homens Ilustres".
 
Em Frida, o filme interpretado por Salma Hayek, também de origem mexicana, privei pormenorizadamente com a arte controversa  de Frida Kahlo, seus amores difíceis, seu sofrimento físico.

 

 

Uma adaptação biográfica bastante livre, sem dúvida, mas deu a conhecer a riqueza vivencial de Frida e a extrovertida arte dos seus quadros, numa esfuziante panóplia de cores e novos conceitos onde a tradição mexicana se espalha num universo colorido e passional.

 

Frida Kahlo [1907–1954], a artista mais polémica da história do México, pela vida, pelo envolvimento nas questões sociais do seu país. E Frida fez da sua vivência pessoal o tema principal de seus quadros.

 

Amante da cultura mexicana, em especial do mundo Azteca, esta artista autodidacta, descreveu o seu drama pessoal de forma muito crítica, através da figuração e da côr que utilizou de forma vibrante.

 

Os seus quadros têm o fantástico, que muitos procuram ver ligado ao surrealismo, mas é um erro.

Enquanto os surrealistas pintavam o subconsciente, o escondido, o sonho, o irreal, Frida pinta as emoções da sua vida.

 

"Pensaram que eu era Surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei a minha própria realidade."

 

 Frida

 
Y.
noite do amanhecer, em odores de verão, cores azuladas
06.07.2007

 

 

 

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por G.S. às 23:37

Quarta-feira, 23.05.07

Prémio APE 2006

 

 

 

 

Pintura: Livros/ Van Gogh 

 http://2.bp.blogspot.com/

 

 

Ler é trazer a si, mas não cenas e imaginação.Trazer o real de outra vida que nos chame humanos.

 

Maria Gabriela Llansol, Restante Vida, 1978

 

A escritora Maria Gabriela Llansol venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores [APE] 2006, pela obra Amigo e Amiga - Curso de Silêncio de 2004 [Assírio e Alvim].

 

É a segunda vez que a escritora é galardoada com este prémio, depois de em 1990 ter sido distinguida pela obra "Um beijo dado mais tarde".

 

Maria Gabriela Llansol, de ascendência espanhola, nasceu em Lisboa em 1931 e é considerada uma das mais inovadoras escritoras da ficção portuguesa contemporânea.

 

O Grande Prémio de Romance e Novela já distinguiu 21 autores portugueses, entre os quais Agustina Bessa-Luís, Vergílio Ferreira e António Lobo Antunes.

 

http://jn.sapo.pt/2007/05/18/ultimas/Maria_Gabriela_Llansol_vence_Gra.html

 

(texto adaptado com supressões)

 

 

Y.

 

noite do amanhecer inundada de folhas de papel desumanizadas num acto irreal

 

23.05.2007

 

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por G.S. às 01:29

Domingo, 13.05.07

Sons e Ambiente

 

 

 

 

Sheryl Crow

Imagem: Mario Anzuoni/ Reuters 2007

http://news.yahoo.com/photos

  

"As we've been telling them, it's not about doing everything, it's about doing something."

 

Sheryl Crow juntamente com a activista ambientalista Laurie David, co-produtora do filme documentário Uma Verdade Inconveniente fizeram uma tournée por vários campus universitários norte-americanos , alertando para o aquecimento global,  sensibilizando assim as novas gerações a empenhar-se na luta pelo ambiente.

 


"Esta não é uma questão política, é uma questão moral. Temos tudo para começar, exceptuando talvez a vontade de actuar. E isso é uma energia renovável".

 

Al Gore

[79ª Edição dos Óscares]

 

 

Y.


(noite do amanhecer invernia paisagem, sons de silêncio)

12.05.2007

 

 

 

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por G.S. às 00:14


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